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O país apresenta boas potencialidades turísticas. A
diversificada cultura gastronómica (cerca de 15 etnias) aliada à rica paisagem
natural, ainda por explorar, dá à Guiné-Bissau vantagens de poder oferecer
produtos altamente valorizados, hoje, pelos turistas. Referimo-nos ao Turismo
Ecológico, ao Turismo Rural e à possibilidade de experimentar uma vivência
puramente africana, turismo cultural.
A Guiné-Bissau beneficia de uma posição geográfica
privilegiada, a poucas horas de voo dos países do norte, dado a sua proximidade
da Europa e da América. O clima tropical apresenta um período de chuvas
relativamente curto, sendo que a época seca, a mais apropriada para a recepção
dos turistas, se prolonga de Outubro a Maio (8 meses). Este espaço de tempo,
além de coincidir com o Inverno na Europa, época na qual muitas pessoas
aproveitam para gozar dias de sol e calor em paragens quentes, com muito que
contar, apresenta vários períodos favoráveis ao gozo de férias – Natal e Fim de
Ano, Carnaval e a Páscoa.
O povo é hospitaleiro e possui uma expressiva diversidade
cultural.
Para uma caracterização da oferta podemos dividir o país em
duas zonas destintas:
• a costeira e • a do interior.
A Zona Costeira, constituída pelo Arquipélago dos Bijagós e a
orla marítima continental, apresenta grande variedade de animais marítimos,
excelentes praias e vários parques nacionais, podendo-se destacar o Parque
Nacional Marítimo do Complexo de João Vieira – O Poilão (santuário das
tartarugas marítimas) e o Parque do Grupo das Ilhas de Orango.
Na Zona do Interior, que engloba o leste, o norte e parte do
sul do país, existem extensas savanas que além de permitirem a prática de caça,
oferecem lugares pitorescos pelas suas gentes, faunas e flora, próprios para o
desenvolvimento do Turismo Rural.
Concluindo, o país tem grande potencial para o desenvolvimento
do: Eco-Turismo, do Turismo Rural, do Turismo ligado à Pesca e Caça Desportivas,
de Circuitos de Visitas a Florestas e Savanas ricas pela sua vegetação e
densidade animal e pela afabilidade do seu povo. A exploração deste potencial
deverá, no entanto, obedecer a critérios que tenham em conta o desenvolvimento
sustentado do país, através da:
a)-Conservação das fontes naturais de riqueza;
b)-Valorização das culturas locais;
c)- Análise conjunta dos diversos interesses dos sectores
económico-sociais nacionais.
A implementação de estruturas turísticas terá que ter em conta
os interesses da população e dos investidores e deverá apresentar vantagens
comparativas à população rural, através da compensação pelo uso dos seus espaços
e recursos. Cada um dos projectos de implantação de estruturas (hotéis,
campings, etc.), deverão ser objecto de estudos de impacto ambiental.
ESTRATÉGIAS E PERSPECTIVAS A CURTO E MÉDIO PRAZOS PARA O SECTOR
DO TURISMO
A estratégia do Governo para a promoção do sector consiste na
abertura de varias frentes de promoção, através de contactos directos com
potenciais promotores do turismo, identificando os potenciais investidores que,
visam promover a imagem positiva e da criação de um ambiente favorável de
negócios e investimento para o sector.
Para o efeito, estão sendo criadas condições que permitam a
promoção e a captação do investimento estrangeiro, no sector, através de:
• Elaboração de um Código de Investimento específico para o
sector, o que transmitirá garantias e confiança ao potencial investidor;
• Criação de um Guia Turístico que, ilustrará toda a
potencialidade e facilidades de Investimento;
• Criação de um Web-site especifico sobre o sector;
• Criação de zonas turísticas especificas;
• Reforço da Capacidade Institucional dos agentes ligados ao
Sector;
• Privatização e Liquidação das Unidades sob Tutela do Governo;
• Adopção do Plano Estratégico do Desenvolvimento do Turismo;
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